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Futebol brasileiro: ‘dos sintomas ao diagnóstico’

Após a derrota do Brasil, em 1950, para o Uruguai na final da Copa, realizada em nosso País. Logo, 8 anos após, a nossa Seleção trouxe de volta a alegria nos anos de 1958, 62 e 70. Com as conquistas veio a nossa hegemonia. Após este período tivemos ótimas seleções, que mesmo na derrota, são lembradas até hoje por um futebol vistoso, encantador e referencial.
Na década de 90 voltamos com uma geração vencedora. Fomos campeões na terra do Tio Sam, em 1994; em 1998 na França perdemos na final para a dona da casa. Foi uma derrota inesperada para muitos. Talvez até, inconscientemente, menosprezamos a fortíssima seleção francesa. 3 x 0. Lembro-me como se fosse hoje. A França mostrou que não foi sorte e pouco tempo depois ainda venceu bem a nossa Seleção. Rapidamente a Seleção Brasileira voltou a vencer. 2002. Foi o final de mais uma geração vencedora. A partir daí não fomos mais o mesmo. Eliminados em 2006, nas quartas. Uma Seleção que aparentemente, não dedicou o quanto a competição exigia. Parece-nos que faltou foco ou compromisso. Em 2010, na África do Sul, mais uma vez ficamos no meio do caminho. Aquela Seleção foi o reflexo inverso da anterior. Uma comissão técnica fechada e sem contato e identidade com o nosso povo. O povo que a Seleção representou. O diagnóstico: em 2006 faltou foco; em 2010, faltou experiência e houve excesso de isolamento; em 2014 sobrou emoção e patriotismo, mas em todas elas faltou a essência, o principal. Faltou, com todas as letras: F U T E B O L. Ou melhor: O B O M F U T E B O L.

Mas, devemos nos lembrar (será muito difícil nos esquecer) da maior derrota da nossa Seleção. Do nosso futebol. 7 x 1 para a Alemanha. Não é o atestado de óbito do nosso futebol, mas é o diagnóstico de que precisamos mudar, reestruturar, inovar, reinventar. Precisamos reconhecer que o mundo, mudou. A derrota para Alemanha não foi somente na terça-feira, 8 de julho de 2014. Começou antes: a geração vencedora e que brilhava mundialmente, envelheceu e outros se perderam ou optaram por não seguir com o foco para vencer. Faltou transição; em 2011 o Santos, que nos representava no Mundial de Clubes, foi massacrado pelo Barcelona, 4 x 0, o placar foi pouco. O Barcelona poderia ter feito muito mais gols; Neste mesmo ano o Brasil fez uma Copa América trágica, sendo eliminada nas quartas de final; em 2012 perdemos a medalha de ouro para o México, com muitos daqueles jogadores agora na nossa Seleção 2014; Este ano já estamos fora das semifinais da Copa Libertadores. Dos brasileiros que começaram todos foram eliminados, alguns com direito a vexame. É inadmissível com o nosso poder financeiro no continente. Realmente. Diversos sintomas pareciam nos alertar para o diagnóstico que recebemos no dia 8 de julho de 2014. É sempre triste quando recebemos um resultado. Mas, as vezes, um simples número, um simples jogo pode trazer muito mais do que percebemos no momento.
Hoje, 12 de julho, vamos entrar em campo mais uma vez. A vida segue. O resultado? vamos esperar pra ver.

Brasil, estamos torcendo por vitória, mas, também por planejamento e mudanças no nosso futebol.

Texto escrito por Ronecson Gomes dos Santos, Iguaí, Bahia

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