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Iguaienses que vivem em São Paulo descrevem a crise hídrica

O iguaiense Edu Oliveira vive em São Paulo desde 2002

O iguaiense Edvaldo de Jesus Oliveira (Edu Oliveira), que reside em São Paulo há mais de uma década relatou ao IguaíBAHIA como está vivenciando a questão da crise hídrica em São Paulo.

Sobre a crise hídrica em São Paulo, escreveu:

“Segundo a SABESP, a reserva da Cantareira dura até Novembro 2014, caso as chuvas continuem escassas. O limite do reservatório hoje, 16 de outubro, é de apenas 4,3%. A Previsão de chuva aqui em São Paulo, só para o dia 20 deste mês.

A Represa Billings, na zona sul, já está começando a sentir o efeito da seca. No meu Bairro (Parque Regina), o abastecimento já está sendo interrompido por volta das 17 h e retorna por volta das 9 h do dia seguinte…Enquanto em outros bairros, já há o desabastecimento por dias consecutivos. A situação é generalizada. Inclusive, a Agência Nacional de Águas já encaminhou ontem ao Governo de São Paulo, dois ofícios cobrando da Sabesp o descumprimento do limite de retirada de água da represa Atibainha. Foi determinada pela justiça paulista a utilização de uma cota de 777 metros, mas ontem a fiscalização da agência já encontrou o reservatório no nível de 776,62 metros, 38 centímetros abaixo do nível mínimo estabelecido”.

JUNIOR OLIVEIRA DRUMS (2)
O iguaiense Junior Oliveira Drums vive em São Paulo há 10 anos

 O iguaiense Junior Oliveira Drums – musico e estudante de engenharia civil no penúltimo ano. 

Mora em São Paulo há 10 anos com os pais – Leci e Alda. E disse ao IguaíBAHIA “me orgulho desta minha cidade linda e rica (Iguaí) e que já morro de saudades e não vejo a hora de chegar dezembro pra matar a saudade de todos”.

Sobre a crise hídrica em São Paulo, escreveu:

Torneiras vazias, caminhões-pipa nas ruas, banhos de caneca, estocamento de água, inflação de preços, poços artesianos. Parece distante, mas esse cenário pode vir a fazer parte do cotidiano de muitos paulistanos caso as previsões mais pessimistas acerca do desabastecimento dos sistemas Cantareira e Alto Tietê sejam confirmadas, de acordo com especialistas aqui em SP estão falando, porém nós que vivemos aqui já estamos realmente sentido esta pressão.

Responsáveis pelo abastecimento de mais de 10 milhões de pessoas somente na região metropolitana de São Paulo, os dois sistemas vêm quebrando seguidos recordes de volume negativo nos últimos meses. Principal reservatório com o recurso disponível para os habitantes da capital, a Cantareira registrou, na quinta-feira (17), apenas 17,8% de volume armazenado – todo ele vindo de seu volume morto, aquele localizado sob o nível das comportas dos reservatórios, cujo bombeamento foi iniciado há menos de três mesescom vistas a durar até março. Com registro de mais de 40% de volume disponível até fevereiro, quando passou a abastecer parte da população a fim de amainar a crise da Cantareira, o Alto Tietê não se encontra em situação muito melhor: tem 23,7% disponíveis.

A situação é realmente grave e não envolve apenas os riscos de ausência do recurso para uso doméstico. Segundo Zuffo, antes de a população ficar sem água devem ser suspensas as outorgas para seu uso aos agricultores da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, que abrange 73 municípios em torno da capital, e às indústrias. A consequência disso seria um desabastecimento de certos produtos, como hortaliças, e demissões em massa de funcionários. A bola de neve prossegue: com o desemprego aumenta a violência; sem água, instituições de ensino e centros de compras fecham as portas; logo, a falta de higiene também faz surgirem as doenças.

E nada de chuva aqui na cidade, está totalmente poluição pura, estamos em estado de alerta vermelho. Literalmente vermelho de barro, poeira (risos).

O iguaiense Jesuino Alves reside em Ribeirão Pires – SP

 O iguaiense Jesuino Alves, que reside em Ribeirão Pires – SP, também relatou  ao IguaíBAHIA a vivência com a crise da falta d’água em São Paulo. 

Sobre a crise hídrica em São Paulo, escreveu:

“O problema da água aqui em São Paulo, é muito grave. Realmente a seca está castigando o estado de forma impiedosa. As chuvas que sempre, abundantemente, caiam aqui, e causavam alagamentos e muito transtornos, desta vez nos abandonou. Quando chove é muito pouco e pra piorar a situação, não chove nas represas que compõem o sistema de abastecimento e isso é grave porque os níveis dessas represas vem baixando consideravelmente. Hoje (16) foi anunciado que uma represa secou”.

“O meu temor é que além do risco do racionamento, estamos bebendo uma água de qualidade contestada, porque é um chamado volume morto que a SABESP faz questão de chamar de reserva técnica. Sem contar na questão política que é a pior. Existem acusações de que o governo não fez as obras que deveria, em fim, o ministério publico está investigando e já encontraram várias irregularidades, a Agencia Nacional de Águas (ANA) não liberou a retirada de mais 120 bilhões de litros do volume morto, que segundo a SABESP duraria até março. O governo diz que não há racionamento, mas a verdade é que há sim em várias cidades e bairros ficam até três dias sem água. Não dá pra esconder as empresas que fornecem água em caminhões pipas e não estão dando conta tamanha é a demanda. São cenas impressionantes que me fazem lembrar a seca dos sertões. Não vejo a hora de chegar dezembro. Já com passagens comprada. IGUAÍ aí vou eu….. um abraço…”.

Você também está vivenciando o problema da crise hídrica em São Paulo. Participe. Envie seu relato para o e-mail: site.iguaibahia@gmail.com

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